Se trata da sua beleza interior... seu jeito manso de falar, de agir e de se envergonhar. Sempre se tratou apenas disso, da simplicidade em você, e como os problemas parecem tão mais fáceis de se resolver, ao teu lado. Da sua paciência, da sua carência, do teu riso de criança... sempre se tratou apenas disso. De você. Dos seus cabelos bagunçados e das suas pálpebras escuras, e da sua pele fria e toque delicado.
E assim, eu, idiota como sou, interpretei errado toda essa simplicidade, achando que, de tão simples, ninguém haveria de enxergar-te. Mas que beleza, de tão bela, poderia superar a própria verdade? Confesso, abusei do teu amor, traí a tua confiança... e tudo o que me restou foi o teu ódio, sarcasmo, minhas lágrimas, meu suplicio e minha angústia. só isso, mais nada... e se me pedistes uma palavra que pudesse resumir o que me cerca agora eu responderia : solidão.
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