domingo, 26 de fevereiro de 2012

os maiores motivos pelos quais simplesmente não consigo te esquecer são, por
exemplo, acordar e pensar em você, dormindo, como um anjo, tão delicadamente...
é esperar você acordar, anciosamente, aguardar a hora de poder falar com você,
saber como foi o seu dia, ouvir a sua voz, sua respiração. São apenas parte dos
motivos pelos quais eu não consigo te esquecer. É perder a concentração em
tudo, durante toda a semana, ou semanas, as quais você não está ao meu lado, e
aguardar, sem hesitar, por cada minuto, cada milésimo de segundo em que eu
possa estar juntinho a você. É perder o sono, imaginando o que seria de mim sem
você, sentir tanto medo de te perder, a ponto de não conseguir pensar em mais
nada, é sonhar contigo, é te desejar ao meu lado na cama todas as noites, nem
que fosse ao menos pela simples sensação de assistir você dormindo. Amar você é
te aceitar de todas as formas, zangado, triste, bêbado, feliz... é fingir estar
com raiva, por mero orgulho, quando na verdade por dentro estou gritando o seu
nome. É perdoar e esquecer esse tal orgulho. Os maiores motivos pelos quais
simplesmente não consigo te esquecer são tão complexos, como fingir ser forte e
sentir medo, fingir ser fria e chorar desesperadamente, como uma criança,
escondida. É sentir um frio na barriga sempre que você me diz ''eu te amo'', é
perder a linha quando você me olha, é te abraçar bem forte, enquanto nos
beijamos. O maior motivo é pelo nosso amor ser infinito, nossas promessas,
indestrutíveis, nossos planos... É o jeito como você morde os lábios após
sorrir, é o seu cheiro, doce e suave, é a sua pele macia, seu toque delicado...
fazer bobagens, falar bobagens, ouvir a sua voz ao telefone e sentir arrepios
por todo o corpo, e ouvir-te cantando, quando o assunto acaba, são os motivos
pelos quais não consigo esquecer você. É morrer de saudade, é matar a saudade,
é perdoar e ser perdoada, é rir do seu riso, é segurar a sua mão, é tentar não
me importar com a opinião dos outros (um dia eu chego lá), é estar 24 horas
junto a você, mesmo não estando perto, é simplesmente lembrar de tí ao me
deparar com qualquer coisa... o fato é que eu nunca vou conseguir esquecer
você.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Solidão. Tudo o que eu queria neste exato momento seria alguém em quem confiar, alguém que me fizesse rir, alguém que enxugasse as minhas lágrimas e me acariciasse... no fim, a única impressão que tenho é a de que não existe ninguém que possa me preencher. Não há ninguém que possa me fazer feliz, além de mim mesmo. Essa necessidade tão banal de se possuir alguém, tão própria dos fracos, odeio ser fraco. Tudo o que eu queria, na verdade, seria aprender a me divertir sozinho, a ser independente, a não precisar de nenhum tipo de conforto, a me sentir confortável comigo mesmo.
Sinto que ainda não me desapeguei de você totalmente... sinto-me incostante. Uma hora, penso que tenho de tudo o que preciso, outra hora, já não sei mais o que fazer, o que será de mim. Como, onde e quando encontrarei a felicidade? essa é a dúvida que me persegue e perseguirá por alguns dias, ou até meses... uma questão que terei que solucionar sozinho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

 Chega a ser engraçada a sensação de ser trocada por um outro amor. Um dia tudo em que cremos apenas desaparece. O coração dói, a respiração passa a ficar mais pesada, e o orgulho... bem, que orgulho? Tudo o que resta é a decepção com tudo e consigo, é o medo de estar sozinho, de ser sozinho.
 Aí você chora, procura qualquer outro tipo de apego que possa reconforta-lo, mas nada realmente importa para você, tudo perdeu a graça... você tenta fingir para si que deu a volta por cima e aí, de repente, acorda, e vê que nada será capaz de reanima-lo.
 Como pôde o amor... um sentimento tão verdadeiro, fazer isso comigo? Como pôde você, tão apaixonada, mudar de ideia da noite para o dia... chorar, fingir, dissimular... ou será que o amor é, mesmo, assim, tão curto, tão incerto, tão traiçoeiro?
  E aí... percebemos que tudo em que acreditávamos e todos os momentos que pensávamos viver não passavam de uma grande farsa, uma grande mentira, uma grande merda. É como se nada na vida realmente tivesse um significado eterno, tudo muda, como se nenhuma de nossas atitudes realmente  possuísse algum sentido.
Como acreditar que, depois de tudo o que ouvimos, vivemos, depois de todas as nossas lágrimas, sorrisos, abraços e beijos, amor, tudo, tudo... nada importou para você. E mesmo se você voltasse a me amar, eu não voltaria, não voltaria... não seria certo. Dessa vez, fomos longe o bastante para que tudo fosse por água abaixo...
E assim, aos poucos essa angústia vai deteriorando o meu ego, esperança, ânimo, razão... e de repente me dou conta de que já não sei de nada, já não quero nada, apenas viver um dia pelo outro, e esperar que a dor passe.