domingo, 30 de setembro de 2012
E quando eu te vejo de perto...
teu olhar meio tímido
teu riso meio bobo
tuas mãos tão pequenas
teu jeito meio quieto
não sei por que mas esqueço...
de toda a minha desconfiança,
esqueço do quão chata é a vida
e do quão entediante é cada minuto que se passa, quando você não está ao meu lado.
esqueço de todo o preconceito e má fé que nos ronda...
Não sei por que mas aqueço...
mesmo parecendo ser assim tão fria
meu corpo esquenta quando você está pertinho de mim,
e então... só consigo pensar em seus beijos vagarosos e intensos.
quero colar o meu corpo ao seu e não largar nunca.
Mas também não sei por que me visto
com essa armadura tão pesada, desconfortável...
a vida seria tão mais leve sem ela...
E por mais que eu insista em permanecer desiludida,
você vem.
com seu toque delicado
sua pele suave
seus lábios macios...
e me desarma
e tudo muda.
e eu me torno mais feliz, mesmo que por alguns minutos, ao seu lado.
minha pele arrepia.
eu gosto de você.
eu a... doro você.
até que você vá embora,
e eu me recomponha,
consiguindo tornar a vestir minha máscara,
algo que me faça parecer forte, madura, vazia...
mas que só faça parecer...
e eu gostaria de dizer que por dentro sou assim.
mas não sou.
eu preciso de você.
sábado, 8 de setembro de 2012
Cacos de vidro.
Ainda me pergunto por que desperdicei tanto tempo com você
e também por que me permiti sonhar tão alto,
a ponto de não ter conseguido mais pôr os pés no chão...
E isso durou tanto tempo,
mas tanto tempo,
que quando consegui, pareci mais estar aterrizando
sob milhares de cacos de vidro.
E se você quer mesmo saber... doeu.
Em cada passo que tentei dar, doeu.
E em cada caminho que tentei refazer, hesitei.
Mas foi pisando em cima de cada caco,
que descobri toda a realidade sobre você,
e meu olhos,
que um dia já foram cegos por toda aquela ilusão,
hoje enxergam claramente que você nunca sentiu nada por mim.
E foi, exatamente, cada ferida que em meu corpo você deixou,
que tornaram o meu ódio ainda maior
que o meu amor por você.
Mas a vida parecia tão dolorosa sem a ilusão
que precisei de algo para anestesiar a minha dor.
Mais uma mentira,
mais uma paixão
que, enfim,
terminaria
mais uma vez em lágrimas,
cacos de vidro
e desilusão.
Acontece que nenhum dos outros anestésicos, ou, mesmo, drogas,
foram tão poderosos o quanto você,
e é por isso que cheguei à conclusão de que é melhor viver sob cacos de vidro,
que tentar enganar a dor,
quando sei que esta será
constante
e que, em verdade,
a dor é a única constância que há
na vida.
e também por que me permiti sonhar tão alto,
a ponto de não ter conseguido mais pôr os pés no chão...
E isso durou tanto tempo,
mas tanto tempo,
que quando consegui, pareci mais estar aterrizando
sob milhares de cacos de vidro.
E se você quer mesmo saber... doeu.
Em cada passo que tentei dar, doeu.
E em cada caminho que tentei refazer, hesitei.
Mas foi pisando em cima de cada caco,
que descobri toda a realidade sobre você,
e meu olhos,
que um dia já foram cegos por toda aquela ilusão,
hoje enxergam claramente que você nunca sentiu nada por mim.
E foi, exatamente, cada ferida que em meu corpo você deixou,
que tornaram o meu ódio ainda maior
que o meu amor por você.
Mas a vida parecia tão dolorosa sem a ilusão
que precisei de algo para anestesiar a minha dor.
Mais uma mentira,
mais uma paixão
que, enfim,
terminaria
mais uma vez em lágrimas,
cacos de vidro
e desilusão.
Acontece que nenhum dos outros anestésicos, ou, mesmo, drogas,
foram tão poderosos o quanto você,
e é por isso que cheguei à conclusão de que é melhor viver sob cacos de vidro,
que tentar enganar a dor,
quando sei que esta será
constante
e que, em verdade,
a dor é a única constância que há
na vida.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Ironias do destino.
Ironia do Destino que eu me apaixonasse de novo
e em meio a tanta gente,por que teria de ser logo você?
Tão distante... mas ao mesmo tempo tão próxima, todas as noites.
Tão inconstante...mas ao mesmo tempo tão segura.
Por que teria de ser logo você?
Tão delicada e bela, tão doce e quieta,
como o sol que nasce após cada noite sombria...
silencioso ele permanece, demonstrando cada pedaço de si, aos poucos, até que, por fim,ilumine tudo ao meu redor, fazendo, por sua vez, com que eu enxergue cada cor em cada lugar, quando antes tudo parecia tão sem vida... Mas por que tão distante de mim haveria de ser o sol? Mesmo com toda a luz que me trás...
Ironia do destino que eu agora só pensasse em você todo o tempo,
e me imaginasse ao seu lado em cada canto,
e me perguntasse como você se sente a cada segundo...
como foi o seu dia?
E sentisse um aperto no peito por não poder estar ao seu lado, cuidando de você, quando sei que está triste...
observando-lhe de perto...
sentindo o seu cheiro...
tocando os seus lábios...
Mas que ironia do destino!
Ironia do destino que agora eu cantasse despreocupada e risse dos problemas, como se não passassem de bobagem, como se me tornasse boba, de repente, mas ainda assim satisfeita com toda essa tolice, loucura...
Mas que ironia do destino!
e em meio a tanta gente,por que teria de ser logo você?
Tão distante... mas ao mesmo tempo tão próxima, todas as noites.
Tão inconstante...mas ao mesmo tempo tão segura.
Por que teria de ser logo você?
Tão delicada e bela, tão doce e quieta,
como o sol que nasce após cada noite sombria...
silencioso ele permanece, demonstrando cada pedaço de si, aos poucos, até que, por fim,ilumine tudo ao meu redor, fazendo, por sua vez, com que eu enxergue cada cor em cada lugar, quando antes tudo parecia tão sem vida... Mas por que tão distante de mim haveria de ser o sol? Mesmo com toda a luz que me trás...
Ironia do destino que eu agora só pensasse em você todo o tempo,
e me imaginasse ao seu lado em cada canto,
e me perguntasse como você se sente a cada segundo...
como foi o seu dia?
E sentisse um aperto no peito por não poder estar ao seu lado, cuidando de você, quando sei que está triste...
observando-lhe de perto...
sentindo o seu cheiro...
tocando os seus lábios...
Mas que ironia do destino!
Ironia do destino que agora eu cantasse despreocupada e risse dos problemas, como se não passassem de bobagem, como se me tornasse boba, de repente, mas ainda assim satisfeita com toda essa tolice, loucura...
Mas que ironia do destino!
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